quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os Dois Conselhos


Sandra entra apressada na escola. Era dia de prova e  queria ser a primeira a entregar, afinal tinha estudado muito para este dia e era uma oportunidade de ganhar um prêmio participando das olimpíadas de matemática.
Ao entra na sala, sentiu o nervoso tomar conta do seu coração e não conseguiu se controlar, sem pensar me mais nada, sai correndo da sala.

Ao chegar lá fora, senta em um banco em baixo de uma árvore no jardim e  tenta se acalmar.
Mais tranquila, lembra do que tinha feito e começa a se culpar: Porque tinha agido desta maneira? 

A professora tinha acreditado nela, todos da escola estavam torcendo por ela, como contaria para sua mãe Lourdes que não tinha feito a prova? Tinha certeza que ela ficaria muito triste se soubesse a verdade, porque tinha certeza que Sandra se sairia muito bem neste teste.

Não conseguia entender o que se passara com ela, ao entrar na sala e ver tantas crianças disputando um lugar na premiação achou que não teria nenhuma chance de ganhar. Ela imaginava que tinha alunos muito mais preparados que ela.

O medo de não conseguir tirar uma boa nota fizera que desistisse antes mesmo de tentar. 
Realmente, a certeza que tinha errado não lhe deixava em paz, a dúvida buzinava em sua cabeça e era como se tivesse dentro de si duas pessoas lhe falando: A primeira lhe dizia que deveria contar a verdade a todos e que era melhor pegar um bronca por contar a verdade do que mentir, já a segunda pessoa lhe pedia para não contar, por que sua mãe iria ficar triste ou lhe bater, que todos da escola a chamariam de covarde.

E agora, a quem ela ouvia? Ela não queria que todos dissessem que era covarde e nem gostaria de deixar sua mãe triste e optou por mentir, ela considerava que esta era a melhor solução.
Ao entrar em casa, encontrou a mãe fazendo sua comida preferida, ao vê-la foi logo perguntando: Então filha, como foi a prova? Sandra ficou entre a cruz e a espada, contar ou não contar, quanta indecisão. 

Lourdes  ficou parada esperando pela resposta que não vinha. Sandra já ia responder quando lembrou  de seu pai que mentia por qualquer motivo e  de como se metia em confusão, de como criara inimigos e antipatia por onde passava. Lourdes sempre lhe dava conselhos: Sandra,  a mentira é um vicio, é melhor contar a verdade por mais que ela seja dolorosa do que uma mentira que destrói. Quando uma pessoa é acostumada a mentir, quando decide dizer a verdade ninguém vai acreditar nela.

Neste momento tomou a sua decisão, contou a verdade à mãe que ficara orgulhosa desse gesto. Abraçou a filha explicando que sua atitude em não fazer a prova estava errada, que não devemos desistir de algo que tanto queremos sem antes tentar, mas sua coragem em contar a verdade era o melhor prêmio que ela poderia ganhar.

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